Carente de profissionais qualificados, Brasil quer importar engenheiros

Em abril deste ano, a Secretaria de Assuntos Estrangeiros (SAE) do governo afirmou que o país precisará de 6 milhões de profissionais estrangeiros nos próximos anos, entre as prioridades está a área de engenharia. A SAE pretende desenvolver uma política para atrair mão-de-obra de alta qualificação para atender a demanda atual da economia brasileira.

Seguindo a mesma linha do Programa Mais Médicos, com profissionais da área de saúde, a presidenta Dilma Rousseff estuda formas de facilitar a entrada de engenheiros no país, necessários principalmente para trabalhar como especialistas na elaboração de projetos nas prefeituras, para garantir o repasse de recursos da União para infraestrutura e crescimento econômico.

"No nosso setor, sem dúvida a carência maior é de engenheiros civis. Acredito que o momento do mercado deve ser encarado positivamente, já que há uma valorização dos profissionais qualificados", diz Ana Luiza Campos, coordenadora de Recursos Humanos da Lafarge Brasil.

"A Lafarge vive este contexto por precisarmos de uma experiência específica da indústria. Sempre buscamos reter nossos empregados através de programas de desenvolvimento, treinamento, reconhecimento e uma política atraente de remuneração. Por outro lado, também estamos abertos a profissionais estrangeiros e entendemos que uma coisa não invalida a outra."

O mesmo acontece em âmbito nacional. O governo já investe em um programa de estágio e especialização de engenheiros brasileiros no exterior, o Ciência Sem Fronteiras, nas mãos dos ministérios de Ciência, Tecnologia e da Educação. Mas elementos-chave como PAC, Olimpíadas, Copa do Mundo, crescimento e estabilidade econômica e novas descobertas petrolíferas criam um contexto de carência de profissionais prontos e altamente qualificados.

Mas nem por isso o engenheiro brasileiro que não atende às expectativas do mercado deve desistir de buscar essa qualificação. Segundo Ana Luiza, o momento é de oportunidade.

"O profissional brasileiro deve continuar se especializando e se desenvolvendo independentemente da 'concorrência' estrangeira. Quem busca aperfeiçoamento sem dúvida é valorizado no mercado de trabalho. A Lafarge, por exemplo, não só valoriza quem busca crescimento profissional como investe em formação e qualificação de seus empregados", lembra a coordenadora.

Além disso, ela acredita que a convivência com profissionais estrangeiros pode ser muito enriquecedora para o trabalho e para as empresas. "Temos empregados estrangeiros de diferentes nacionalidades e isso é visto de forma bastante positiva pelos brasileiros. Eles se beneficiam em razão não apenas do treinamento, aprimoramento e qualificação profissional que os estrangeiros trazem, mas também pela oportunidade de aprender sobre outras culturas."

Fonte: http://www.recrutando.com/cms/Carente-de-profissionais-qualificados-Brasil-quer-importar-engenheiros

Originalmente publicado dia 03 de setembro de 2013

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